Arquivo do mês: 05/2009

Esta semana resolvi testar três distribuições linux no meu desktop: Ubuntu 9.04, openSuSE 11.1 e CentOS 5.3, todos 32bits. Lembrando que antes de testa-las, eu tinha o Slackware 12.2 instalado e devidamente configurado, todo o hardware foi detectado no boot, não havendo necessidade alguma de corrigir problemas de hardware, apenas tive que configurar manualmente a minha NVidia.

Meu desktop é um singelo AMD Athlon XP 2000+ com 768Mb, 100% off-board. O Ubuntu cumpriu o prometido: 23s do boot ao login. O openSuSE já tinha um boot mais lento (muito mais lento que o do Ubuntu) e também na sua inicialização padrão (do openSuSE) carregou muita coisa desnecessária deixando a máquina lenta. O CentOS, também funcinou tudo redondo, boot ficou rápido, mas não tanto quanto o do Ubuntu.

Mas todas 3 pecaram em um único ponto: Minha placa de Rede Wireless PCI. No Slackware ela funcionava redondamente, sem a necessidade de configurações extras, nos Linux “PnP” tive uma supresa. A placa é uma DLink com chipset RaLink RT2561/RT61. Nas três distribuições a mesma falha, dizia que o driver havia sido compilado com uma versão antiga do firmware. Decidi então ir em busca da solução e acredito que será a mesma para qualquer outra distribuição Linux que acuse o problema.

Pesquisando pela saída do “lspci” encontrei um link para http://www.ralinktech.com/ralink/Home/Support/Linux.html onde contém os drivers para Linux. Baixei o arquivo 2009_0123_RT61_Linux_STA_v1.1.2.3.tar.bz2.

Vamos decompactar e compilar:

[ root@centos Downloads ]# tar xvjf 2009_0123_RT61_Linux_STA_v1.1.2.3.tar.bz2 -C /usr/src/.
[ root@centos Downloads ]# cd /usr/src/2009_0123_RT61_Linux_STA_v1.1.2.3/Module
[ root@centos Module ]# cp -f Makefile.6 Makefile
[ root@centos Module ]# make all
[ root@centos Module ]# make install
[ root@centos Module ]# mkdir -p /etc/Wireless/RT61STA
[ root@centos Module ]# cp *.bin /etc/Wireless/RT61STA/
[ root@centos Module ]# dos2unix rt61sta.dat
[ root@centos Module ]# cp rt61sta.dat /etc/Wireless/RT61STA/
[ root@centos Module ]# rmmod rt61pci
[ root@centos Module ]# modprobe rt61

Pronto! Foi criada uma interface de rede, nomeada de ra0. Portanto wlan0 não funciona mais.

Vamos testar agora:

[ root@centos Module ]# cd ~
[ root@centos root ]# iwlist ra0 scan

Aqui deverão aparecer informações sobre sua rede wireless. Agora é só utilizar a placa de rede, sem dor de cabeça.

Hoje pela manhã resolvi dar uma olhada como estava o ChangeLog do Slackware Current (a próxima versão do Slackware, provavelmente o Slackware 13.0). E tive uma grata surpresa: Além do KDE 4.2.3, parece que estão modificando o algoritmo de compressão dos pacotes do Slackware. Atualmente é utilizado o Gzip (pacote.tgz), mas realizaram e comprovaram melhorias e ganhos de performance em utilização do algoritmo LZMA (pacote.txz).

Uma tradução livre do que foi publicado (desculpem, mas meu inglês não é dos melhores, portanto perdão por algum erro cometido):

“Olá pessoal! Este lote de atualizações inclui o recém lançado KDE 4.2.3, mas notávelmente o que muda é que não iremos utilizar mais o gzip para empacotamentos do Slackware. Em vez disso vamos estar utilizando o xz, com base no algoritmo de compressão LZMA. XZ oferece uma compressão melhor que o próprio bzip2, mas além disso, ainda oferece bom desempenho na extração (cerca de 3 vezes mais rápido que o bzip2 e não muito mais lento que o gzip em nossos testes). Há muito tempo era requisitado o suporte a bzip2 e lzma original, adicionamos o suporte (por que não?), isso nada mais é do que um interessante complemento – pensamos que a maioria das pessoas provavelmente irá querer utilizar tanto o original “tgz” quanto o novo “txz”. O atual formato dos pacotes do Slackware (que consiste na apresentação dentro do pacote) não mudou, mas este é o primeiro apoio dentro do Slackware a utilização de ferramentas e algoritmos de compressão alternativos.

Algumas pessoas têm perguntando por que não escolher uma única nomenclatura, tais como .slk. Há um casó para esta idéia, mas as ferramentas ainda precisam de muito apoio. Tgz será usado para pacotes antigos. Limita-se ao “.tgz” para tudo, não faz sentido. Utilizar compressões que refletem a o formato de de compressão dos pacotes parece ser uma abordagem mais transparente, é o que melhor segue uma tradição.

Como um exemplo de melhora na compressão. Txz do pacote kernel-source:
Antes: kernel-source-2.6.29.2_smp-noarch-1.tgz (73808508 bytes)
Depois: kernel-source-2.6.29.2_smp-noarch-1.txz (49150104 bytes)
O tamanho do pacote principal árvore em / slackware foi reduzido de
1.9GB de 1.4GB, convertendo a maior parte dos pacotes. Txz.

A maioria dos pacotes foram convertidos a partir de. Tgz para. Txz, mas nós continuaremos a fazer o gzip, pkgtools, slackpkg, tar, e pacotes xz no formato tgz para uso posterior.
Aproveitem! E obrigado a Lasse Collin pelo bom trabalho no xz. :-)

Bem é isso! Que venha o novo Slackware!

Depois de ensinar a instalar o VirtualBox no Ubuntu Linux, agora vou ensinar a instalar no Slackware Linux. A instalação no Slackware é mais “genérica” tendo o seu processo tão simples quanto em outras distribuições.

Vamos direto ao assunto. Acesse http://www.virtualbox.org/wiki/Linux_Downloads e baixe a versão “All distribuitions” para o seu hardware. No meu caso baixei a versão 32bits (i386), que é a arquitetura do meu notebook.

Logado como root, vamos seguir a instalação. Primeiramente entre no diretório onde você salvou o arquivo e torne-o executável:

root@slackware ~/downloads# chmod +x VirtualBox-2.2.2-46594-Linux_x86.run

Agora vamos executar o instalador:

root@slackware ~/downloads# ./VirtualBox-2.2.2-46594-Linux_x86.run

Protinho! Ao final é só executar: /opt/VirtualBox/VirtualBox

Agora é só criar suas máquinas virtuais.

Obs: Utilizo meu Slackware com KDE 4.2.1, logo já tenho o Qt 4 instalado. Caso não tenha, instale o pacote.

Os que me conhecem sabe que utilizo o Linux há anos. Meu primeiro contato com o sistema foi traumático, meu hardware tinha tudo para me afastar do pinguim. Eu deveria ter desistido, mas fui insistente e consegui utilizar. Há 10 anos atrás, haviam poucos usuários de Linux e quase não tinhamos notícias de desktops que rodavam com Linux.

Esta semana li na Info que o Linux atingiu o patar de 1,02% de utilização em desktops! Um marco na história. Lembram do Firefox? Ele começou assim e hoje já passa dos 30%.

Parabéns para nós! Acompanhei bem a evolução e o crescimento do pinguim, sei o quanto evoluimos e temos que evoluir. O que ainda falta para melhorar este cenário são softwares com a suíte da Adobe, Corel e outros ou seja, faltam ainda aplicações para Desktops Linux. Temos muitas aplicações, mas as chamo de básicas (Navegador, Office, Agenda etc…).

Quem quiser conferir, seguem os links:

http://marketshare.hitslink.com/report.aspx?qprid=8
http://info.abril.uol.com.br/