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Eventos: Dia D(ebian) 2009

Próximo dia 15 de agosto ocorrerá o Dia Debian 2009, em comemoração ao aniversário da distribuição Linux, afinal são 16 anos de existência. Em Recife o meu amigo Aldrey e a minha amiga Andréa junto com outros integrantes do GUDPE começaram as organizações do evento, que ocorrerá em local já definido.

Eu já submeti minha palestra, sobre o inventário de redes OCS-ng. Vamos nessa?

Em breve os participantes poderão realizar inscrição através da internet.

Local:
Faculdade Maurício de Nassau [Centro Superior de Tecnologia (CST)]

Inscrições:
Cada participante deverá levar ao evento 2Kg de alimento não-perecível a serem doados a creche Futuro do Amanhã.

Formato:
Data: 15/08/2009
Horário: 09:00-12:00 (manhã), 13:00-17:00h (tarde)

Mais informações: http://wiki.debianbrasil.org/GUD/PE/DiaD2009

Hoje fiz a instalação de um CentOS 5.3 em um modesto Pentium III 900MHz com 256Mb. Fiz a instalação em modo texto, sem ambiente gráfico. Após a instalação fui colocar a aplicação web para rodar nela e eis que o SELinux estava lá atrabalhando minha vida. A aplicação precisa ter acesso a um diretório de um daemon do sistema para leitura de arquivos e não estava tendo permissão (utiliza o usuário do apache). Chequei as permissões e estavam todas ok. Aos poucos fui descobrindo o motivo: SELinux ativado bloqueando o acesso a determinados diretórios.

Alguns minutos de pesquisa e eis que encontrei a solução para o meu problema: Desativar o SELinux apenas para o HTTP.

root@hylafax ~# echo “httpd_disable_trans=1″ >> /etc/selinux/targeted/booleans
root@hylafax ~# setsebool httpd_disable_trans 1
root@hylafax ~# service httpd restart

Prontinho! SELinux funcionando e sem influenciar a minha aplicação web. Espero que esta dica seja útil para vocês. Abraços.

Esta semana resolvi testar três distribuições linux no meu desktop: Ubuntu 9.04, openSuSE 11.1 e CentOS 5.3, todos 32bits. Lembrando que antes de testa-las, eu tinha o Slackware 12.2 instalado e devidamente configurado, todo o hardware foi detectado no boot, não havendo necessidade alguma de corrigir problemas de hardware, apenas tive que configurar manualmente a minha NVidia.

Meu desktop é um singelo AMD Athlon XP 2000+ com 768Mb, 100% off-board. O Ubuntu cumpriu o prometido: 23s do boot ao login. O openSuSE já tinha um boot mais lento (muito mais lento que o do Ubuntu) e também na sua inicialização padrão (do openSuSE) carregou muita coisa desnecessária deixando a máquina lenta. O CentOS, também funcinou tudo redondo, boot ficou rápido, mas não tanto quanto o do Ubuntu.

Mas todas 3 pecaram em um único ponto: Minha placa de Rede Wireless PCI. No Slackware ela funcionava redondamente, sem a necessidade de configurações extras, nos Linux “PnP” tive uma supresa. A placa é uma DLink com chipset RaLink RT2561/RT61. Nas três distribuições a mesma falha, dizia que o driver havia sido compilado com uma versão antiga do firmware. Decidi então ir em busca da solução e acredito que será a mesma para qualquer outra distribuição Linux que acuse o problema.

Pesquisando pela saída do “lspci” encontrei um link para http://www.ralinktech.com/ralink/Home/Support/Linux.html onde contém os drivers para Linux. Baixei o arquivo 2009_0123_RT61_Linux_STA_v1.1.2.3.tar.bz2.

Vamos decompactar e compilar:

[ root@centos Downloads ]# tar xvjf 2009_0123_RT61_Linux_STA_v1.1.2.3.tar.bz2 -C /usr/src/.
[ root@centos Downloads ]# cd /usr/src/2009_0123_RT61_Linux_STA_v1.1.2.3/Module
[ root@centos Module ]# cp -f Makefile.6 Makefile
[ root@centos Module ]# make all
[ root@centos Module ]# make install
[ root@centos Module ]# mkdir -p /etc/Wireless/RT61STA
[ root@centos Module ]# cp *.bin /etc/Wireless/RT61STA/
[ root@centos Module ]# dos2unix rt61sta.dat
[ root@centos Module ]# cp rt61sta.dat /etc/Wireless/RT61STA/
[ root@centos Module ]# rmmod rt61pci
[ root@centos Module ]# modprobe rt61

Pronto! Foi criada uma interface de rede, nomeada de ra0. Portanto wlan0 não funciona mais.

Vamos testar agora:

[ root@centos Module ]# cd ~
[ root@centos root ]# iwlist ra0 scan

Aqui deverão aparecer informações sobre sua rede wireless. Agora é só utilizar a placa de rede, sem dor de cabeça.

Depois de ensinar a instalar o VirtualBox no Ubuntu Linux, agora vou ensinar a instalar no Slackware Linux. A instalação no Slackware é mais “genérica” tendo o seu processo tão simples quanto em outras distribuições.

Vamos direto ao assunto. Acesse http://www.virtualbox.org/wiki/Linux_Downloads e baixe a versão “All distribuitions” para o seu hardware. No meu caso baixei a versão 32bits (i386), que é a arquitetura do meu notebook.

Logado como root, vamos seguir a instalação. Primeiramente entre no diretório onde você salvou o arquivo e torne-o executável:

root@slackware ~/downloads# chmod +x VirtualBox-2.2.2-46594-Linux_x86.run

Agora vamos executar o instalador:

root@slackware ~/downloads# ./VirtualBox-2.2.2-46594-Linux_x86.run

Protinho! Ao final é só executar: /opt/VirtualBox/VirtualBox

Agora é só criar suas máquinas virtuais.

Obs: Utilizo meu Slackware com KDE 4.2.1, logo já tenho o Qt 4 instalado. Caso não tenha, instale o pacote.

Hoje vou ensinar um procedimento simples, mas bastante útil para os que assim como eu preferem instalar o Java que fica disponível no site http://java.sun.com/. A versão instalada será a JDK 1.6.0_13.

1) Após efetuar o download, entre no diretório onde salvou o arquivo e o torne executável:

root@slackware ~# chmod +x jdk-6u13-linux-i586.bin

Agora vamos executá-lo:

root@slackware ~# ./jdk-6u13-linux-i586.bin

Será exibida a licença do Java, pressione a tecla “q” e em seguida digite “yes” (se você quiser aceitar a licença claro ;-) ). Nesse ponto o java será descompactado. Ao final será solicitado que você tecle “Enter”.

Vamos criar um diretório em /usr para armazenar o nosso Java:

root@slackware ~# mkdir /usr/java

Agora vamos mover o java para lá:

root@slackware ~# mv jdk1.6.0_13 /usr/java/.

2) Criando as variáveis ambientes do Java:

Agora vamos criar o “profile” do java inserindo nele o conteúdo a seguir:

root@slackware ~# vi /etc/profile.d/java.sh

#!/bin/bash
#
# Configuracoes do Ambiente Java no Linux
#
# Autor: Wagner Santos
#        wagner@dotlinux.net

JAVA_HOME=”/usr/java/jdk1.6.0_13″
JRE_HOME=”$JAVA_HOME/jre”
CLASSPATH=”$JAVA_HOME:$JAVA_HOME/lib:$JRE_HOME/lib:.”
MANPATH=”$MANPATH:$JAVA_HOME/man”
JAVA_DOC=”$JAVA_HOME/docs”
PATH=”$JAVA_HOME/bin:$JRE_HOME/bin:$PATH”

export JAVA_HOME JRE_HOME CLASSPATH MANPATH JAVA_DOC PATH

Salve o arquivo e o dê a permissão de executável:

root@slackware ~# chmod +x /etc/profile.d/java.sh

Prontinho! Agora efetue um logout e um novo login no sistema, que já estará pronto para a utilização do Java!

Em tempos de Virtualização, nada melhor do que poder ter vários sistemas operacionais funcionando ao mesmo tempo em nossas máquinas. Hoje precisei acessar o Bluetooth e um Pendrive dentro de uma máquina virtual (vm). Porém para minha surpresa o VirtualBox mostrava o dispositivo porém aparentava não ter permissão para acessa-lo. E lá fui eu perguntar ao oráculo como fazer funcionar dispositivos USB na VM. Encontrei esta dica do Rafael Silva, no Viva O Linux (VOL).

Básicamente basta executarmos o seguinte comando:

root@slackware: ~# mount -o remount,devmode=666 /proc/bus/usb

Protinho! Só ir no menu “Dispositivos” do VirtualBox e depois ir em “Dispositivos USB” e marcar o dispositivo que você conectou.

Recomendo colocar esse comando em seu rc.local para sempre que inicializar o sistema, o suporte ficar ativo.

Recentemente comprei para um cliente um HD externo Firewire de 1Tb para backup dos dados contidos em alguns servidores. Em nosso planejamento, este HD ficará conectado a um servidor Linux, que roda CentOS 5.2 x86_64.

Para minha surpresa, ao conectar o HD ao servidor, ele não foi “montado” automáticamente. Então foi necessário subir manualmente. Para ativar o suporte, é necessário inicializar o módulo “firewire-ohci“.

( root@servidor /root )# modprobe firewire-ohci

No meu caso foi criado o dispositivo /dev/sdb1. E aí foi só formatar no formato ext3 e efetuar a montagem do HD no Linux.

PS: No caso do CentOS o módulo vem na “blacklist” por padrão (não me perguntem o porque). Então faz-se necessário editar o “/etc/modprobe.d/blacklist-firewire” e comentar a linha “blacklist firewire-ohci”.

Tenho um notebook HP Pavilion ZE2410BR, o processador é um AMD Sempron M 3000+. Ele possuí três níveis de clock: 800MHz, 1600MHz e 1800MHz. Por padrão, o Slackware Linux não vem com suporte ao gerenciamento para alternar o clock do processador conforme seja necessário, deixando então sempre em 1800MHz. Para um notebook isso é ruim quando se está utilizando a bateria, pois o consumo de energia pode ser maior do que o necessário.

Pesquisando, encontrei então o “Powernowd“. Este utilitário segundo a descrição do pacote no Debian, serve para qualquer processador que suporte o “cpufreq” que vem nos núcleos 2.6 do Linux, e não depende de APM ou ACPI.

Ainda segundo a descrição do Debian:

“O nome é um tanto enganador, pois funcionará com qualquer processador com suporte a CPUfreq, não somente com os AMD. Entretanto, ele funciona melhor em CPUs que suportam mais de dois níveis de velocidade, como aqueles com PowerNow! da AMD ou séries Pentium M da Intel. Este daemon é menos complicado que o cpufreqd ou cpudyn, ao custo de depender absolutamente dos núcleos 2.6 com o regulador de espaço (“governor”) de usuário e suporte a sysfs habilitado.”

Agora vamos ao que interessa:

Efetue o download do Powernowd, descompacte e acesse o diretório:

root@slackware: ~# tar xvzf powernowd-1.00.tar.gz -C /usr/src
root@slackware: ~# cd /usr/src/powernowd-1.00
root@slackware: ~# make
root@slackware: ~# make install

Prontinho. Está compilado e instaldo no “/usr/sbin/powernowd”.

Agora vamos ao Kernel. Para que o daemon trabalhe, ele precisa que o módulo do kernel referente ao seu provessador de tecnologia “Mobile – M”, esteja inicializado. No caso do meu AMD Sempron M 3000+, é o módulo “powernow-k8″. Pesquise e ache o módulo correto para o seu processador.

Então vamos lá:

root@slackware: ~# modprobe powernow-k8
root@slackware: ~# /usr/sbin/powernowd -q -m 1

As opções do Powernowd são:

-q = modo quieto
-m = como será o gerenciamento do processador: 0 = Sine, 1 = Agressive, 2 = Passive, 3 = Leaps.

Sugiro que adicione os comandos em seu /etc/rc.d/rc.local para que o gerenciamento seja inicializado automáticamente.

Continuando a série que já venho fazendo sobre Slackware, vou ensina-los hoje a instalar o pacote BrOffice.org (ou OpenOffice.org se preferir) no Slackware Linux, acredito que essa dica também seja de grande valia para instalar em outras distribuições. Aqui presumo que o pacote “RPM” tenha sido instalado em seu Slackware. É necessário efetuar login com o usuário root.

Parte 1: Download do Pacote

Acesse http://www.broffice.org/download e faça o download da versão RPM do pacote (aqui já aparece ela por padrão quando acesso).

Parte 2: Descompactando e Instalando

Para descompactar:

root@slackware ~:# tar xvzf BrOo_3.0.1_LinuxIntel_install_pt-BR.tar.gz

Agora é chegada a hora de instalar os RPMs no Slackware:

root@slackware ~:# cd OOO300_m15_native_packed-1_pt-BR.9379/RPMS
root@slackware ~/
OOO300_m15_native_packed-1_pt-BR.9379/RPMS:# rpm -ihv –nodeps *.rpm
root@slackware ~/OOO300_m15_native_packed-1_pt-BR.9379/RPMS:# cd desktop-integration
root@slackware
~/OOO300_m15_native_packed-1_pt-BR.9379/RPMS/desktop-integration:# rpm -ihv –nodeps broffice.org3.0-freedesktop-menus-3.0-9376.noarch.rpm
root@slackware ~/OOO300_m15_native_packed-1_pt-BR.9379/RPMS/desktop-integration:# installpkg broffice.org3.0-slackware-menus-3.0-noarch-9376.tgz

Prontinho! Agora é só acessar o menu do seu gerenciador de janelas de verificar na opçao “Escritório” o BrOffice. Ou se preferir, execute o comando: “soffice”.

Espero ter ajudado com esta dica. Um abraço e até a próxima.

Acredito que esta dica sirva não apenas para o Slackware, mas como para qualquer outro Linux que não configure esta placa de rede automáticamente. Para tal, faz-se necessário que você efetue login no sistema com o usuário “root”.

Parte 1: Compilando o b43-fwcutter

Este utilitário será usado para extrair os firmwares da placa de rede broadcom para que a mesma funcione corretamente no Linux.

Faça o download dele em: http://bu3sch.de/b43/fwcutter/b43-fwcutter-011.tar.bz2

Agora vamos descompactar e compilar

root@slackware: ~# tar xvjf b43-fwcutter-011.tar.bz2 -C /usr/src/
root@slackware: ~# cd /usr/src/b43-fwcutter-011
root@slackware: /usr/src/b43-fwcutter-011# make
root@slackware: /usr/src/b43-fwcutter-011# cd ~

Parte 2: Extraindo os Firmwares da placa de rede

Efetue o download do driver em: http://mirror2.openwrt.org/sources/broadcom-wl-4.150.10.5.tar.bz2

Agora vamos “Extrair e Instalar” os firmwares.

root@slackware: ~# tar xvjf broadcom-wl-4.150.10.5.tar.bz2 -C /usr/src/
root@slackware: ~# export FIRMWARE_INSTALL_DIR=”/lib/firmware”
root@slackware: ~# cd /usr/src/broadcom-wl-4.150.10.5/driver
root@slackware: /usr/src/broadcom-wl-4.150.10.5/driver# ../../b43-fwcutter-011/b43-fwcutter -w “$FIRMWARE_INSTALL_DIR” wl_apsta_mimo.o

Várias linhas serão exibidas neste passo. Agora vamos ativar o módulo da placa de rede:

root@slackware: /usr/src/broadcom-wl-4.150.10.5/driver# rmmod b43
root@slackware: /usr/src/broadcom-wl-4.150.10.5/driver# modprobe b43

Protinho. Neste ponto sua Wireless já deverá estar funcionando. Para efetuar um teste execute o comando abaixo:

root@slackware: /usr/src/broadcom-wl-4.150.10.5/driver# iwlist wlan0 scan

Deverão ser exibidas informações de sua rede Wireless.

Parte 3: Alguns problemas que eventualmente poderão ocorrer

1) Em outras versões do Slackware com kernel 2.6.24 ou mais antigas, talvez os firmwares precisem da versão mais antiga, então faça o download destes firmwares: http://downloads.openwrt.org/sources/broadcom-wl-4.80.53.0.tar.bz2, o processo é o mesmo para a extração do firmware.

2) Em versões mais antigas do kernel, o driver da Broadcom era o “bcm43xx”, logo pode ser que o Kernel insista em inicializar ele no lugar do “b43″. Logo recomendo que remova este módulo ou então coloque-o numa blacklist ou ainda se preferir no seu rc.local, coloque os comandos:

rmmod bcm43xx
modprobe b43

Espero ter ajudado. Até a próxima.

Bibliografia:

http://linuxwireless.org/en/users/Drivers/b43#fw-b43-new